Qual seu dom?
- Chris Joy
- 2 de out. de 2018
- 3 min de leitura
Todos temos um talento, algo que pode ser usado para somar ou multiplicar. Estamos usando isso em benefício próprio e ajudando a humanidade a crescer? #reflexão

Hoje fui ao cinema. Sozinha. Levei um cobertor (morro de frio lá), comprei sorvete (já tinha jantado), e me sentei confortavelmente entre duas cadeiras (pernas em uma e costas em outra) - Lógico que se a sala estivesse cheia eu iria me sentar comportada, não iria usar o cobertor... mas era uma segunda e eu estava afim de assistir esse filme em particular.

"Cinema da tarde". E eu estava tão cansada que dormi na metade do filme, não porque não estava interessante, mas acho que foi a combinação: cobertor, ar condicionado e cansaço mesmo... kkkkkkkkk
A história é a seguinte: ele está falido em dívidas, e seu tio se compromete em pagar tudo se ele se mudar pra Nova Escócia e morar lá por um ano. Meio resistente, mas ele vai. Ao chegar lá ele descobre que a família tem um dom, e que é revelado só em alguns, e ele é o escolhido. Ele tem o dom de curar. Ele tem a escolha de aceitar ou rejeitar. Ele a princípio rejeita totalmente. Até uma menina de 14 anos aparecer. Ela está com câncer (ele havia perdido um irmão assim tbm - por isso uma revolta pessoal contra Deus). Ele sabe que não tem mais o "dom" de curar e resolve passar o final de semana com ela.
E redescobre-se.
Agora ele quer de volta o dom da cura e tem uma conversa com Deus. Aliás, uma briga.
Resumindo, ela volta pra casa e revela tempos depois que está curada.
E ele sente que seu pedido foi atendido, aliás no filme deixa a entender que ele nunca deixou de ter.
O que acho arretado no filme é que podemos até "enterrar" um dom ou talento, mas quem nasce com algo não perde isso, é dado, está lá, pra ser usado.
A cena que ele entra na igreja e grita com Deus no altar é uma das minhas preferidas... ele é original. Eu me identifico muito com essa cena. Deus gosta de originalidades!
Quem disse que temos cópias de nós mesmos ou temos que agir de certa forma?
Grite, fale com carinho, com raiva, com tristeza, transbordando de alegria, mas FALE. Ele nos conhece na essência... sabe quem nós somos e nosso mais íntimo. Ele não deixa de ser Deus, perfeito e coerente (sem falar de justo, Deus grande...) só porque estamos externando nossos sentimentos. Quem não sabe quem Ele é somos nós, mas mesmo assim Ele não deixa de ser que é.
"Sou o que sou". Ele não precisa explicar, Ele é.
E depois que refleti sobre Ele estar em todos os lugares (e não só na igreja como aprendemos desde pequenos), eu descobri que o fato de deixarmos essa vida (ou tempo, ou pessoas, ou situação...) por um leve momento não significa que Ele não nos ame, ou não ame quem ficou (e a saudade rasga o peito de quem ficou viu #fato), Ele está nos ensinando uma lição... a vida é agora, ela tem que ser aproveitada nos mínimos detalhes, ela tem que ser vivida, porque ela escorre pelas mãos...
Então, em vez de criticar, que possamos ser a solução.
Em vez de reclamar, que tal aproveitar os segundos que nos restam?
Carpe Diem




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