Rapel
- Chris Joy
- 18 de jan. de 2019
- 3 min de leitura
Há tempos eu e Tiara queríamos fazer alguma atividade de Adrenalina juntas, tentamos marcar rapel não dava certo, tentamos pêndulo, mas nada... sempre chocava o horário e outros compromissos (ex. viagens). Hoje deu. E foi do caramba (cabe um palavrão aqui... mas como evito... kkkkkkkkk)

Chegamos ao local juntas... enquanto colocávamos os papos em dia, eu dava uma olhada em como o pessoal seguia as instruções e descia de rapel.
O rapel estava baixo, da ponte para a orla de Juazeiro.
Um instrutor embaixo fazendo a segurança da corda e dois em cima auxiliando na montagem do material e na instrução de como descer.
Chegou a minha vez. Coloquei a "cadeirinha", ou pelo menos é assim que eles chamam o cinto de segurança. Pus as luvas pra não me queimar na corda, coloquei o capacete e me preparei pra descer. O instrutor viu que eu havia colocado errado, então tirou e recolocou. Achei isso massa, ele estava ligado em tudo, eu podia relaxar.
Deu um nó entre o "oito" (um tipo de trava que existe), e me instruiu a ficar com os dois pés na ponte. Fui sem medo. Acho que pra descer de pêndulo eu já estava decidida, por isso não amarelei, mas entre os dois? Dá mais medo pular de pêndulo.
Me segurei nele. Como havia visto outras pessoas descendo, eu me liguei logo.
Tiara foi minha "Instrutora", desceu comigo.
A mão direita atrás segurando a corda (pra dar corda - soltar aos poucos) e a mão esquerda segurando a trava no cinto. Joelhos retos, sem flexionar. O corpo fica no ar até como se sentasse no ar - ou livrasse a cabeça da ponte. O ideal mesmo é o corpo inclinar tanto que ele fica um pouco de cabeça pra baixo, aí então você solta seus pés, ao mesmo tempo regulando a descida da corda. Se você se desequilibrar por alguma razão o instrutor que está no chão observando deixa a corda reta e trava você no ar.

A descida é massa, ao mesmo tempo que solta as duas mãos você desce rápido ou devagar... desci normal, sentindo o "perigo", caramba, é sério... que massa! Eu amei... Antes de chegar ao chão o instrutor me balançou no ar... aí é que eu gostei mesmo... me queimei com a corda de leve... depois Tiara falou que eu fui batizada no ar! kkkkkkkk

A segunda descida foi de cabeça pra baixo... vi uma pessoa descendo e já sabia que queria fazer tbm.
Foi um pouco mais complicado, mas a descida é igual. Eu livro a cabeça da ponte quando deito meu corpo por completo de cabeça pra baixo e fico de ponta cabeça. A mão direita vai percorrer a corda toda até estar com a corda esticada na altura do ombro e a mãe esquerda sai da trava e fica na altura do peito. Até isso acontecer eu rodei de cabeça pra baixo porque não travei os pés na corda. Me equilibrei novamente, olhei pro instrutor, ele me deu ordens e eu fiquei novamente de cabeça pra baixo. Aí sim eu desci de cabeça pra baixo. É massa... mas não gostei muito do sangue na cabeça... Preferi mil vezes a descida sentada no ar...
O grupo Sertão adventure é raiz aqui em rapel, como Tiara me contou depois eles começaram na Ponte Presidente Dutra e depois saíram, foram fazer em caixas d'agua (nos bairros distantes) e nas viagens em cachoeira ( Itaitú, Véu de Noiva, Lutanda e Serra da fumaça).
Quando estava descendo eu já sabia, procurar o perfil e seguir... as viagens alguma hora vai sair... imagina descer na cachoeira????!!!!)

Depois de duas descidas a gente ficou conversando na ponte e depois vim mimbora trabalhar...
Lógico que eu vou descer mais vezes... vou colar junto... a emoção e adrenalina é boa... eu imagino de um lugar alto! Tá caramba... deve dar medo... tô dentro!




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