Working at the airport
- Chris Joy
- 15 de ago. de 2018
- 2 min de leitura
Atualizado: 23 de ago. de 2018
Um dos meus "sonhos" - metas ao chegar aqui em Petrolina foi trabalhar no aeroporto.
E consegui.

Eu não conseguia aulas pela manhã e ficava com esse horário ocioso.
Bolei um plano.
Já que queria trabalhar no aeroporto, eu fiz currículos e entreguei em TODAS as lojas.
Estava decidida.
Eu achava que ia servir café (por mim tudo certo).
Experiência conta, e eu não tinha experiência em quase nada no aeroporto... infelizmente.
Quem me chamou pra uma entrevista foi uma locadora de veículos. A Yes. Que agora foi comprada pela Europcar. Amarela. Minha cara. Comecei a trabalhar no mesmo dia.
Entrei sem saber de "nadica de nada", mas foram pacientes comigo, me mostraram "o caminho das pedras" e a experiência do dia a dia conta muito. A equipe é show!
Trabalhar de madrugada no início foi "luta" porque se acostumar com duas realidades: madrugada acordada... dormir pela manhã e dar aulas à tarde e à noite (começo) é puxado, mas é tão reconfortante porque já é uma rotina pra mim.
Amo o que estou fazendo (aprendendo coisas novas). As amizades aqui são de primeira qualidade, e eles já se acostumaram com minha risada. kkkkkkkk
O que me deixa feliz todos os dias é poder ajudar: minha empresa a crescer, ou simplesmente dar informações, quer seja um turista que não fala nada em português ou uma pessoa que nunca viajou de avião e pergunta pra tirar as dúvidas. Oh sensação gostosa! Eu amo viajar, se pudesse ficaria horas explicando... kkkkkk
Petrolina é rica.
Todos os dias pela noite (madrugada) temos 4 voos vindo (dois de Recife e dois de São Paulo - TODOS OS DIAS).
Então o fluxo de pessoas passando (chegando e partindo) é grande.
Morro de rir com algumas recepções, e teve algumas que chorei também...
Exemplo:
Teve uma vez que um namorado recepcionou a namorada com uma cesta de chocolate, ela nem ligou (acredito que deva ter ficado sem graça) ... quase que eu gritava: dá pra mim!!! kkkkkk
Teve uma outra vez que parecia que a família toda estava esperando por esse rapaz, fizeram coral, cartazes e tudo, cantando bem alto pra recepcioná-lo...Aparentemente ele vinha de longe, as lágrimas falaram.
Consigo refletir no valor do momento e na importância das pessoas quando vejo a cena do marido ou esposa esperando um pelo outro, pelas crianças quando abraçam o pai ou a mãe que chega de uma jornada, parentes distantes que vem visitar e passar alguns dias, outros que vem pro enterro de alguém importante (esse a gente nota logo, o aeroporto fica em silêncio).
A lição aqui é diária.
E não deixo de ser agradecida por cada detalhe.
Porque a vida, é agora!




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